23 de jan. de 2011

Sim, eu quero coisas novas... - Júpiter em Áries


Após concluir sua passagem por Peixes, Júpiter volta a entrar em Áries, o signo que simboliza novos começos, onde ficará até 04 de junho.

É hora de sacudir a modorra do comodismo e agir para conseguir o que você quer. E, a propósito, o que você quer? Júpiter aqui sugere que você amplie sua perspectiva, não só em relação aos seus desejos, mas também quanto aos métodos para atingi-los. Basta de desculpas esfarrapadas (sou muito jovem/velho, não tenho dinheiro/tempo, meu pai/marido/patrão não deixa...). O que realmente bloqueia nossa iniciativa (Áries) é nossa própria incapacidade de assumir um compromisso (Saturno em Libra) com nosso crescimento (Júpiter).

Em Áries, Júpiter pede que você seja mais assertivo e independente, ampliando sua esfera de ação. Chega de esperar que a sociedade mude (Plutão em Capricórnio), ou que os outros assumam a responsabilidade (Saturno em Libra) pelo que deve ser feito. Agora é você (Áries) que deve crescer (Júpiter).

Áries é o pioneiro do zodíaco, e Júpiter é o chamado à aventura. Desbravar novos territórios exige coragem e a convicção de que a jornada vale a pena. A impaciência e a impulsividade podem levá-lo a agir sem pensar nas conseqüências, por isso lembre-se de ouvir sua intuição. Esta pequena voz interior é seu melhor guia por caminhos desconhecidos.

Título: referência à canção Carne e osso, de Taiguara.
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20 de nov. de 2010

Confissões sob o trânsito de Saturno no Fundo do Céu


Não tão de repente assim, você começa a questionar o que tem sido sua vida até então.

As lembranças afloram, ininterruptas, você querendo ou não. Uma frase, pronunciada por um amigo, é o suficiente para que você se identifique e embarque em mais recordações. Eventos atuais forçam que você viaje ao passado. E, sempre que você acha que já chegou ao limite de sua resistência, algum outro acontecimento ou pessoa reinicia todo o processo. Lentamente, as suas fundações vão sendo revisitadas e inspecionadas.

A dor de remexer em tantos assuntos esquecidos pela poeira é inimaginável... O corpo emocional não tem noção de tempo: cada vez que você lembra, a dor é revivida, como se fosse a primeira vez. Claro que o passado não é apenas de tristezas, mas mesmo as alegrias agora trazem lágrimas aos olhos, porque remetem a um tempo que não volta mais, a uma inocência que já não existe. Muitas vezes, os companheiros de riso e de dor já não caminham neste Terra, mas brincam com os anjos. E nestes casos, a saudade tempera as lágrimas.

Como se avalia a estrutura de uma casa? O que se leva em conta nestas horas? Se você considerar apenas o que a regra dita, o que o manual especifica, corre o risco de não perceber algumas sutilezas que podem fazer toda a diferença. Talvez você deixe passar aquela tábua onde seu amigo gravou suas iniciais. Ou o papel enrolado com um desenho que seu filho colocou num dos furinhos do tijolo. Ou aquela mancha no canto da argamassa onde alguém quebrou a taça de vinho.

As lágrimas derramadas na construção contam? E o canto, a dança, o riso? O partilhar do pão na hora da marmita? As brigas quando o cansaço falava mais forte? A sensação de impotência quando não se achava solução para um problema... e a confiança que tomava conta quando a perspectiva mudava e se via a resposta?

Minha casa não é grande, nem luxuosa, nem imponente. Tem sido construída com muito, muito esforço. Eu sei que ela surpreende as pessoas da minha vizinhança, que gostariam que ela fosse igualzinha a todas as outras (e sobre isso, talvez eu fale outro dia). Ela tem muito cantos começados, que não foram levados adiante. Alguns, só ficaram no desenho da planta, como a sala do piano, que deveria ser logo ali... Outros, inesperadamente, tomam novam impulso após anos de abandono, e eis que surge um novo cômodo...

Tem dias (ou meses) em que estou mais sensível, e parece que o peso de todas as críticas desaba em meus ombros. Nestas horas, se olho para minha casa com os olhos comuns, um desânimo tão grande me invade que penso que deveria ser despejada neste mesmo instante. O que eu estava pensando quando iniciei este projeto? Como eu pude achar que tinha competência para tanto? Como eu pude deixar passar tantos erros tão primários? Quem sou eu para ocupar este espaço?

Nestas horas, me encolho num canto, e fico muito quieta. Procuro combater sozinha todos os monstros que saem da minha imaginação. E este combate não significa expulsá-los, mas convidá-los a sentar e a expor seu ponto de vista. Ouço com calma, e muitas vezes, dou razão a eles. E, aos poucos, muito lentamente, vou desnudando a alma.

Quando acho que não há mais nada a expôr (pelo menos, desta vez...) procuro aceitar aquela criatura alquebrada e os cacos de seus sonhos. E, normalmente, é neste momento em que peço ajuda e luz. Do fundo do coração, peço socorro, e colo, e amor, e perdão... Explico o quanto tem sido difícil, e o quanto me dói não ter um resultado melhor para apresentar. O quanto lamento os erros do passado, que deixaram imperfeições que não posso apagar. O quanto tenho medo de continuar errando, sempre incapaz de uma base sólida o suficiente.

Esta foi uma noite assim... Então, hoje pela manhã, enquanto minha imaginação se divertia mais uma vez, me espancando, eu consegui olhar a minha casa com os MEUS olhos. E parei de tentar conformá-la a todas as regras e instruções. Claro que há regras básicas que não podem ser desrespeitadas. Mas eu falo aqui daquelas normas bobas, tacanhas, aquela coisa de "porque sempre foi feito assim". De repente, sempre foi feito assim porque nunca ninguém se atreveu a tentar diferente.

Quando não se possui a matéria prima necessária, há que se improvisar. De tanto experimentar, acaba-se descobrindo novos materiais, mais duradouros, mais sólidos, mais eficientes. Minha casa talvez não seja o que se esperava dela. Ela pode não satisfazer as expectativas de quem olha de fora, julgando pela fachada aquilo que não compreende. Mas eu, que vivo aqui, sei que construí algo que vai durar eternamente. Nada neste mundo tem tanta importância.
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19 de out. de 2010

Vou fechar o meu pranto, vou querer me matar... - Plutão em Capricórnio


À medida que Plutão avança através de Capricórnio, vamos nos dando conta da falência de nossas instituições. Estamos atravessando tempos difíceis, retratados pelos aspectos que os planetas em trânsito estão fazendo entre si. Saturno tem se oposto a Urano, estabelecendo um cabo de guerra entre o passado e o futuro, o tradicional e o novo, a estrutura e a anarquia. E Plutão tem estado em quadratura com os dois, aumentando a tensão e sugerindo o risco de aniquilação.

Muita coisa deve morrer neste processo. Instituições antigas, que já tiveram seu tempo de poder e glória, agora se debatem no pó da derrota. Aos poucos, vamos percebendo a podridão na base das muitas estruturas que sustentam nossa sociedade. A época é de grande insegurança, pois assim como os pássaros pressentem a chuva, a humanidade sente que uma grande mudança está no ar. O problema é que nos habituamos a crescer muito lentamente, levando séculos para assimilar as lições mais básicas. E agora sentimos que o tempo acelera, e o pânico se instala diante da enormidade de nossa tarefa.

Precisamos reconhecer que nossa sociedade atual não está funcionando de forma saudável. Todo o sistema precisa ser revisto e corrigido. Como? Alguns pregam que através da violência, impondo uma nova ordem à força, destruindo toda força contrária. Uma análise fria da história das civilizações basta para provar que este método não é eficiente.

Outros pensam que se nos esforçarmos bastante, podemos remendar ou maquiar a situação atual, para que ela dure mais alguns séculos. Neste caso, convém nos lembrarmos que o processo de deterioração já está muito avançado para ser detido. Na verdade, nossas tentativas de remendo é que nos levaram a este estágio.

E ainda há o grupo dos que se consideram impotentes, e na sua passividade aguardam o príncipe que chegará num cavalo branco para lutar por eles e redimi-los. Este príncipe pode assumir vários nomes, seja o Messias que finalmente virá (ou retornará), seja o comandante de uma frota estelar que resgatará os escolhidos. Respeito todas as crenças, e não pretendo ofender nenhuma, mas não creio que a passividade diante da crise seja a resposta.

A sociedade nada mais é que um conjunto de indivíduos. Portanto, se o todo está doente, a cura tem que começar pelas células. Cada pessoa, de uma forma ou de outra, por ação ou omissão, é responsável pela situação atual. Nosso comodismo, nossa cegueira, nosso egoísmo, nossa impiedade, geraram este estado de coisas. Portanto, cabe a cada um de nós limpar sua própria bagunça. Esta é a única forma de curar o todo: curando cada um de nós.

A pressão tem sido tamanha, que muitos se deixam levar pelo pânico. Alguns não suportam a ansiedade, e saem por aí praticando atos de violência. Outros se sentem presa da apatia, como se a vida tivesse perdido todo o sentido, e pensam seriamente em desistir de viver. Muito se anestesiam, e vivem como que através de um piloto automático, realizando mecanicamente as tarefas do cotidiano.

Se você tem sentido a pressão aumentar nos últimos meses, há algumas coisas que você precisa ter em mente:

Em primeiro lugar, você não está sozinho. Toda a humanidade está passando pela mesma situação, e há muitas pessoas se esforçando para dar o melhor de si, sob circunstâncias muito difíceis. Cabe a cada um de nós optar por servir, apesar das dificuldades. Ser útil, apesar da sensação de fracasso. Continuar lutando, apesar da tentação de entregar os pontos. Por que? Porque não estamos sós. E se você perdeu a esperança de conseguir ser feliz, isso não lhe dá o direito de abandonar o outro à própria sorte. Estenda a mão. Ajude. Mesmo que tudo o que você possa fazer seja dizer: não tenha medo, eu estou aqui com você.

Outro ponto a considerar é a natureza da morte. Há estudos científicos sérios, comprovando a continuidade da vida após a morte do corpo físico. Os motivos para a não divulgação (e a ridicularização) destes estudos são os mesmos que contribuem para a falência da sociedade atual. Se você ainda tem dúvidas a respeito da morte e do morrer, há muita literatura disponível. Já não temos tempo a perder com especulações infantis a respeito de um céu e inferno eternos, onde os escolhidos ficam numa contemplação inútil, enquanto os condenados sofrem uma pena sem fim. A morte é apenas uma passagem de um plano de existência a outro, e aquele que tira a própria vida física pensando aliviar seu sofrimento e escapar das conseqüências de seus atos tem uma amarga surpresa ao constatar que continua vivo, e que multiplicou seu sofrimento com uma atitude impensada.

É em tempos de crise como o que estamos atravessando agora que provamos do que somos feitos. Esta vida, este corpo físico que habitamos agora, não é um ensaio geral. Não dá pra dizer: "desculpe, galera, agora bateu preguiça, esqueci minha fala, vou ali e já volto". Desta vez não há como adiar nossas responsabilidades, como deixar para resolver na próxima encarnação. Todos nós possuímos livre-arbítrio. Ou mostramos que temos maturidade espiritual para limpar nossa casa e levar uma vida mais digna, ou nos declaramos derrotados antes mesmo de terminar as provas. Mas a escolha e a responsabilidade por ela sempre serão nossas.

Que os mais sensíveis me perdoem pela dureza do texto, mas quando se trata de Plutão lidamos com assuntos tabus, e não há como dourar um tema espinhoso. Se você está tendo dificuldade para lidar com a pressão do dia-a-dia, há vários posts no blog sugerindo maneiras de recuperar sua esperança e coragem. E há vários outros blogs e sites que oferecem perspectivas elevadas e saudáveis. Procure ajuda. Converse com seu padre, pastor, lama ou pai de santo. Consulte um psicólogo, psiquiatra, assistente social ou terapeuta holístico.

Há muitas opções para quem se dispõe a procurar ajuda. Mas todas elas implicam num mínimo de esforço de sua parte. E as ameaças do tipo "se você não fizer (ou me der) isso, eu vou me matar" não contam como esforço. A chantagem é um terreno traiçoeiro. Ela até pode compensar, por algum tempo, para repentinamente te deixar na mão quando você mais precisa. Cada um de nós está enfrentando seu inferno pessoal, e aquele que você chantagia pode simplesmente não estar com forças, tempo ou paciência para atender suas exigências.

Você pode brincar do que quiser, neste planeta. Mas na hora da chamada, a responsabilidade por guardar seus brinquedos e arrumar sua bagunça é só sua.

Título: referência à canção Travessia, de Milton Nascimento e Fernando Brandt.
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16 de set. de 2010

Meu herói já chorou, já morreu de medo... - Júpiter e Urano em Peixes


O tempo está cada vez mais acelerado. Temos a sensação de que os dias passam voando, de que mal levantamos e já estamos indo deitar novamente, e de que mesmo assim, mil coisas acontecem neste período.

Urano em Peixes é como um despertador nos dizendo que é hora de acordar para a nossa realidade espiritual. Júpiter tende a aumentar tudo aquilo que toca. Júpiter em conjunção com Urano em Peixes é um ENORME despertador, com uma campainha MUITO alta... Mais tarde, ninguém terá a desculpa de que dormiu mais do que deveria porque ninguém lhe avisou que era hora de despertar.

O quão desperto você está? Até que ponto você está consciente de quem é, de quais são seus objetivos, seus limites, suas normas de conduta? É muito fácil falar de luz, de evolução espiritual, da necessidade de saber perdoar, de se desapegar das coisas materiais, de confiar na proteção espiritual, etc, etc, etc. Mas e a prática no dia a dia, como vai?

Quando a vida puxa o tapete debaixo de seus pés, como você reage? Quando alguém lhe dá um tapa, você oferece a outra face? Quando alguém muito querido morre, você consegue não questionar a justiça divina? Quando alguém lhe pede seu casaco, você consegue dar também a camisa?

Estamos sendo testados diariamente, numa grande maratona escolar em que as provas se sucedem num piscar de olhos ou até ocorrem simultaneamente. Desperdiçamos muitos séculos com a desculpa do "amanhã eu estudo". Agora, é usar o que aprendemos ou reprovar, porque neste tipo de prova não há como trapacear.

Claro que há todo tipo de aluno, desde aqueles que vão se graduar com notas máximas, até aqueles que vão passar "raspando". Desde aqueles que vão reprovar fragorosamente, até aqueles que vão reprovar "por um décimo".

Então, se a vida tem parecido difícil para você ultimamente, meu conselho é: não desista. Continue tentando, talvez amanhã você tenha um desempenho melhor do que o de hoje, e assim sucessivamente. Não fixe metas inatingíveis, que acabam gerando o desânimo e a sensação de fracasso. Um professor competente não espera de um aluno mais do que ele tem capacidade para assimilar.

Tente dar o melhor de você a cada dia, porque na verdade é só isso que nos é cobrado. Se o medo, a auto-piedade, a raiva ou qualquer outra emoção "negativa" surgir, não faça de conta que você está acima disso. Permita que a emoção aflore, permita-se entrar em contato com este lado seu ainda imaturo. Não deixe que ele domine a cena, e saia por aí ferindo os outros e a você mesmo. Mas ouça o que ele tem a dizer, porque ele vai lhe mostrar exatamente o que você ainda precisa aprender, o que ainda tem que ser trabalhado.

Nós não temos que nos tornar anjos de um dia para o outro. Nós temos que tomar, agora, a decisão de nos tornar anjos. E então, colocar um pé diante do outro e começar a caminhar. Ainda vamos chorar e cair muitas vezes. Mas se nós levantarmos os olhos do chão, sempre haverá uma mão amorosa para nos ajudar a levantar.

Título: referência à canção Meu herói, de Marcos Valle.
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1 de set. de 2010

O pó da estrada brilha nos meus olhos... - Plutão em Capricórnio


Às vezes o cansaço bate forte. Coração e pés pesados, a mera idéia de dar mais um passo nos desanima. Pensamos ter chegado ao fim de nossas forças, e a tentação de simplesmente se deixar ficar é grande.

A enormidade do mundo, o número impressionante de pessoas que o habita, parece desmentir a possibilidade de que cada uma delas tenha uma alma, uma individualidade, uma importância no esquema geral das coisas.

E, no entanto, mesmo que completamente inconsciente, dentro de cada um de nós palpita o anseio por mais luz, felicidade, harmonia, realização. Podemos ensurdecer na loucura do mundo que criamos, mas o chamado de volta para casa nunca deixa de ecoar em nossos corações.

Estamos vivendo momentos difíceis, resultado das escolhas erradas que fizemos ao longo do tempo. As lágrimas que derramamos aos poucos estão lavando nossas mentes, levando consigo nossas limitações, nossos preconceitos, nossa teimosia, nossa ignorância. É um processo doloroso, tanto para quem o vivencia, ao vivo e a cores, no cotidiano, quanto para quem o observa, na pseudo-segurança de sua casa, do outro lado do mundo. Pois o observador já não tem certeza de que não será o próximo a vivenciá-lo.

Este mundo, tão grande, tão cheio de desconhecidos, fica pequeno quando nos damos conta de que o outro é exatamente como nós: um ser humano, procurando ser feliz. O que nos torna diferentes é a maneira como cada um de nós define e busca esta felicidade.

Dia a dia, nossas crenças são postas a teste. Até que ponto o que eu acredito sobrevive aos escombros em que tropeço? Até que ponto consigo colocar em prática aquilo que acho ser o certo? Até que ponto vai a cisão entre minha mente e meu coração? Até que ponto estou disposto a ir?

Nossos barômetros internos estão sendo recalibrados. Surpresos, às vezes nos damos conta de que enfrentamos e superamos nossos piores medos. Outras, descobrimos que vacilamos numa questão em que achávamos que éramos mestres.

Não sei por onde minha estrada me leva. Quando o peso do pó em minha pele se torna tão grande que fica difícil respirar, procuro parar e me lavar. Lágrimas, perdão, oração, pedido de socorro, não importa. O que quer que faça com que eu me sinta limpa e renovada para continuar. Porque eu sei AONDE minha estrada me leva: de volta para casa. E eu não vejo a hora de chegar.

Título: referência à canção O pó da estrada, de Sá, Rodrix e Guarabyra.
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