11 de ago de 2009

Apocalypse, now?


Você tem percebido um aumento nos alertas, na imprensa em geral, quanto à situação calamitosa da época atual?

A cada dia, somos bombardeados com mais notícias assustadoras. Novos vírus e bactérias que demandam uma produção urgente de novas vacinas. Novas denúncias de corrupção em todos os escalões do governo. Novos problemas econômicos. Novas previsões de fatalidades que nos aguardam se não modificarmos nossa atitude em relação ao meio ambiente. Mais espécies animais que entraram em processo de extinção. Novas ameaças de guerra. Novos desastres naturais. Aumento da violência. Novos sinais de desequilíbrio térmico... E a lista continua, e continua...

Afinal, o final do mundo está próximo?

Quando confrontado com uma situação de risco, o ser humano tende a reagir de forma instintiva. Por exemplo, quando há um início de incêndio num espaço fechado, muitas pessoas morrem pisoteadas pela multidão em pânico que tenta evadir o local. Se estas mesmas pessoas conseguissem controlar seus impulsos, e deixar a área de forma controlada e ordeira, talvez nenhuma vida se perdesse.

Ao falarmos das pessoas agindo de forma coletiva, instintiva e desenfreada, estamos falando dos planetas exteriores. Estes planetas retratam o momento em que o indivíduo deixa de existir, e passa a ser apenas parte de um organismo maior, a turba.

Uma pessoa aterrorizada aceita praticamente qualquer coisa que traga alívio desta sensação. Há milênios, usa-se o medo e seu irmão maior, o pânico, como mecanismo de controle da população.

Capricórnio está relacionado com todas as formas de estrutura, e por extensão, com os sistemas de governo, as hierarquias e aqueles que detém o poder na sociedade.

O trânsito de Plutão em Capricórnio traz à tona o lado sombrio do signo. Aqueles que têm sede de poder estão descobrindo que esta sede está se tornando avassaladora. E, à medida que este trânsito se desenrolar, esta urgência tende a aumentar.

Mais do que nunca, é importante que cada um de nós mantenha a calma e a lucidez. Da próxima vez que você se descobrir questionando suas chances de sobrevivência, pare e pense: quem está se beneficiando com seu medo? O que você está deixando de perceber por estar assustado? O que você está fazendo (ou deixando de fazer) devido ao seu receio?

Para que você tenha livre arbítrio, você deve possuir discernimento. Se você abre mão de sua capacidade de discernir, de analisar, de chegar às suas próprias conclusões, você se torna apenas um joguete nas mãos de quem controla e dissemina as informações. Um joguete é um peão, e no xadrez, um peão é sempre descartável.

Recupere seu direito de pensar e fazer escolhas baseadas nos seus valores. Todos nós, um dia, iremos morrer. NADA indica que deixaremos de existir, como espécie, numa calamidade coletiva mundial. Por isso, me perdoem os profetas do apocalipse, mas eu pretendo continuar vivendo minha vida da maneira que acho correta, até chegar o meu momento de morrer, como um indivíduo, e não como gado.

Título: referência ao filme Apocalypse Now, do diretor Francis Ford Coppola.
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2 comentários:

Laura disse...

Bah, não tinha lido esse ainda! Muito bom! E viva as "ovelhinhas inquietas", rsrs

Mara disse...

Laura, uma ovelha inquieta pode fazer MUITO barulho... e pode fazer a diferença...