27 de mar de 2009

Os alquimistas estão chegando...


Um comentário me levou a fazer uma pequena pausa na descrição do trânsito de Plutão. Antes de prosseguir, eu gostaria de esclarecer alguns pontos.

Um dos objetivos deste blog é proporcionar às pessoas um maior entendimento da complexidade do momento atual e oferecer uma ferramenta (a astrologia) que pode auxiliá-las na compreensão de seu universo interno e externo.

Os astrólogos diferem grandemente entre si. Há várias escolas de pensamento diferentes dentro da astrologia, e como se isto não bastasse, cada um traz para sua abordagem astrológica todo o seu embasamento filosófico e moral, bem como sua própria predisposição natal. Assim, há uma gama imensa de astrólogos, que varia desde os excessivamente otimistas, que se recusam a discutir ou encarar qualquer problema ou dificuldade, até os excessivamente pessimistas, que esperam o fim do mundo a qualquer minuto.

Faz parte da minha filosofia pessoal o respeito pelo ponto de vista de todos, bem como a necessidade de expressar a minha visão. Não me sinto confortável com opiniões "politicamente corretas", em que se evita um posicionamento mais claro com receio de ferir suscetibilidades.

Como a astrologia é uma linguagem simbólica, ela se presta às mais variadas interpretações, nenhuma dela mais "correta" que a outra. Desde que a interpretação seja fiel ao símbolo, ela é viável.

Este blog reflete a minha visão dos símbolos astrológicos. E como agora vamos adentrar o reino de Plutão, teremos que abordar alguns temas mais "pesados". Entretanto, o objetivo destes textos não é gerar o medo nas pessoas, mas sim fazê-las perceber que sempre há esperança, que sempre existe a possibilidade de "dar a volta por cima" mesmo nas situações mais difíceis, que sempre há um novo amanhecer.

De todos os planetas, Plutão é o que traz as lições mais difíceis, e nem sempre é possível encontrar respostas para o porque de certos acontecimentos. Quem já passou por alguma grande perda pessoal, ou já vivenciou uma situação de extrema violência, sabe a que estou me referindo. Estas situações tendem a destroçar o nosso equilíbrio (cuidadosamente construído ao longo dos anos), e abalam todo o nosso sistema de crenças. A recuperação, quando possível, é lenta e dolorosa. E muitas vezes é impossível a recuperação completa, e só nos resta juntar os cacos e tentar prosseguir, na esperança de um dia compreender o porque.

À medida que formos desvendando o universo de Plutão, espero que fique claro que não pretendo alimentar o medo nas pessoas, mas também não posso ignorar o lado mais sombrio de Plutão e pintar um universo cor de rosa e irreal.

Eu acredito firmemente num Poder Maior (seja como for que você queira chamá-lo: Deus, Oxalá, Grande Arquiteto, Jeovah, Allah, Eu Superior, etc) que nos guia no cotidiano. E que toda situação, por mais difícil que seja, encerra uma lição e visa o nosso bem. Eu não possuo todas as respostas, e assim como você, às vezes também me sinto presa da tristeza diante do mundo em que vivemos. Mas sei que um dia as respostas virão, se não aqui, numa outra esfera de consciência. E isto me dá forças para prosseguir, e é esta força que espero poder despertar dentro de cada um que entra em contato comigo.

------------
Se você está precisando de ajuda:

Terreiro de Umbanda Pai Maneco: www.paimaneco.org.br

Federação Espírita Brasileira: www.febnet.org.br

Centro de Budismo Tibetano Vajrayana Dordje Ling: www.dordjeling.org

Livraria Mundo Espírita (livros espíritas): www.livrariamundoespirita.com.br

Editora do Conhecimento (procure por livros psicografados por Hercílio Maes, recebendo a entidade Ramatis): www.edconhecimento.com.br

Qualquer livro da Dra. Elisabeth Kubler-Ross (ela realizou um trabalho pioneiro sobre a morte, o morrer, e os estágios do luto).


Título: referência à canção Os alquimistas estão chegando os alquimistas, de Jorge Ben Jor.
---------------------------
Você quer fazer seu mapa astral? Preencha e envie o formulário "Fale com Mara", no alto da coluna à direita, solicitando maiores informações.

Um comentário:

Laura disse...

Que dizer? Muito obrigada. Um abraço.