13 de set de 2009

Quero o abrigo do teu abraço...


Vivemos num mundo mergulhado na dualidade. Claro/escuro, quente/frio, seco/molhado, branco/preto. Compreendemos os conceitos em função de seus opostos, e na época atual, a tensão entre estes opostos está cada vez mais acentuada.

Saturno em Virgem está formando uma oposição exata à Urano em Peixes durante o período de 10 a 17 de setembro (ver Nem tanto ao mar, nem tanto à terra), intensificando o desconforto.

A batalha entre a luz e as trevas está em pleno andamento, e cada ser humano no planeta está sentindo a urgência interior que clama por um posicionamento. Afinal, quem é você? De que lado você está?

Antes de responder, é importante lembrar que, por vivermos numa realidade dual, tendemos a projetar no(s) outro(s) tudo aquilo que nos incomoda. Mesmo o mais ferrenho criminoso tende a pensar que está corrigindo alguma injustiça que foi cometida contra ele. O impulso para procurar um bode expiatório, responsável por nossas agruras e sofrimentos, é universal.

Então, antes de nos proclamarmos "seres de luz" e sairmos por aí dizimando os "seres das trevas", seria interessante darmos uma boa olhada dentro de nós mesmos. Assim como a luz, a escuridão vive dentro de nós... e o palco principal desta guerra também.

Então, como guerrear? Como derrotar as trevas internas? Antes de mais nada, compreendendo que o objetivo não é "derrotar", mas sim entender, aceitar, perdoar e integrar nosso lado mais escuro.

É impossível viver num planeta como o nosso sem algum tipo de imperfeição. A perfeição absoluta, a luz plena, brilha com tanta intensidade, numa freqüência tão elevada, que a matéria é incapaz de contê-la. No entanto, somos ensinados, desde pequenos, que somos "culpados" por nossos erros (e pelos erros de nossos pais e até de um certo Adão).

Como aprender sem errar? Observe um bebê aprendendo a sentar. Ele faz um esforço tremendo por um resultado que dura alguns segundos, e então começa a escorregar, para um lado ou para o outro. E, enquanto escorrega, ele ri. Para aquele bebê, ainda não contaminado pelo conceito de culpa, o ato de aprender, e os erros envolvidos no processo, são divertidos! Ele não se julga um mau bebê por escorregar umas tantas vezes até aprender a sentar sozinho...

É esta inocência que precisamos, urgentemente, recuperar. Ao assimilar que os erros são parte indispensável do processo de aprendizagem, nós superamos a culpa e nos capacitamos a aceitar e perdoar nossas imperfeições. Ao abraçarmos nossa parte "escura", o alívio por sermos finalmente amados por inteiro toma conta de nós. E este alívio tende a transbordar, atingindo a todos ao nosso redor, num abraço cósmico.

Este abraço tem um nome: compaixão. E esta é a única forma de vencer esta batalha, dentro e fora de si mesmo. Abrace sua criança interior, e mostre a ela o quanto ela é valente por tentar, sempre, aprender.

Título: referência à canção Cruzada, de Tavinho Moura e Márcio Borges.
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