28 de jun de 2009

O amor é o meu país... - Plutão em Câncer


Quando Plutão transita por um signo, ele age em vários níveis.

Primeiro, ele imprime, nas crianças nascidas na época, o impulso para transmutar as questões relativas ao signo que está transitando. Este impulso acompanhará estas crianças durante toda a sua vida, e se manifestará com mais intensidade sempre que a posição natal de Plutão for ativada pelo trânsito de algum planeta. A maioria das pessoas reagirá cegamente à estas influências, agindo de modo coletivo e inconsciente. Uns poucos serão capazes de contatar estas energias de forma mais consciente, fazendo um esforço hercúleo para manifestá-las de forma positiva e efetiva.

Segundo, ele traz à tona, ao redor do mundo, a sombra do signo que está transitando. De maneira evidente e inequívoca, ele deixa claro o que necessita ser transmutado. Novamente, apenas algumas pessoas serão capazes de assimilar as lições que esta manifestação sombria traz. A grande maioria da humanidade continua muito ocupada projetando esta sombra no inimigo do momento.

Terceiro, ele expõe as raízes das questões a serem trabalhadas. Quando Plutão transita por um signo, temos a oportunidade de descobrir a verdadeira causa dos problemas que enfrentamos nesta área. Infelizmente, poucos de nós têm a coragem de encarar de frente estas verdades, e os bodes expiatórios são selecionados para carregar nossa carga.

A geração nascida com Plutão em Câncer trouxe consigo o impulso para transformar a noção de família, de pátria. Estes conceitos devem ser transmutados em algo mais valioso.

Há muito tempo a humanidade vem se debatendo com estas questões. Em nome de sua família, sua tribo, seu clã, seu território, sua pátria, o homem comete as maiores insânias.

Para assegurar a segurança financeira de seus descendentes, qualquer ato é justificado. Para garantir a continuidade de seu nome, tudo é válido. Nada é bom demais para estes poucos escolhidos que partilham seu sangue e sobrenome.

Em nome da honra, ele aprisiona, escraviza, fere, tortura e mata. Em nome da pátria, que é mãe, ele destrói lares e semeia a orfandade. Na defesa dos vínculos ilusórios da carne, ele viola e ataca sua família espiritual.

Agora, no momento em que esta geração se encontra fragilizada pela idade avançada, Plutão em trânsito pelo signo de Capricórnio vem cobrar resultados. O que foi feito da semente plantada em seus nascimentos?

Nosso conceito de família mudou, e muito, neste último século. Mas até que ponto esta mudança foi positiva? Até que ponto realmente enxergamos as raízes dos problemas? Fizemos um esforço concreto para superá-los, ou continuamos a encontrar alguém para carregar a culpa por nós?

Como sempre nos trânsitos dos planetas das mais lentos, a maioria das pessoas não se dá conta do que ocorre. A tendência é culpar as gerações mais novas, o sistema de governo ou outros países pela degeneração dos valores familiares. Uns poucos continuam tentando efetuar a transformação.

Nossos velhos são os portadores da semente da transmutação do conceito de família. Eles estão atravessando agora a oposição de Plutão. Não há muito que eles possam realizar, ativamente, neste ponto de suas vidas. Mas a semente continua ali. Enquanto esta geração viver, o potencial para a mudança existe.

Se queremos atingir este potencial, temos que mudar nossos conceitos. Somos da raça humana. Nosso lar é o planeta Terra. Nossa bandeira é a da paz. Nossa mãe é a natureza. Enquanto houver um ser humano sofrendo neste planeta, nossa família está em perigo.
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Geração Plutão em Câncer
Nascidos entre 10 de setembro de 1912 e 21 de outubro de 1912.
Nascidos entre 10 de julho de 1913 e 28 de dezembro de 1913.
Nascidos entre 27 de maio de 1914 e 06 de outubro de 1937.
Nascidos entre 27 de novembro de 1937 e 03 de agosto de 1938.
Nascidos entre 08 de fevereiro de 1939 e 13 de junho de 1939.

Título: referência à canção O amor é o meu país, de Ivan Lins e Ronaldo Monteiro de Souza.
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3 comentários:

Laura disse...

...
Interessante e apreensivo... Mas vamos lá... E "viva" nossos velhinhos!

Anônimo disse...

Bonita aquela parte de conceito da mãe natureza e bandeira da paz.
rachel

Mara disse...

Laura e Rachel, na verdade, é tudo muito simples, basta abrir o coração... A hora é agora.